|
Igreja
Luterana:seria tolice ignorarmos a voz de Deus através de Maria
Alemanha, 27/11/2001 - 11:48
Um grupo de teólogos luteranos da Alemanha publicou um texto
denominado Manifesto de Dresden, na revista Spiritus Domini. Alguns
trechos dizem:
"Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica
imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação
direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa
das
causas milagrosas solicitadas por sua intercessão. Estes fatos são tais
que desafiam toda a explicação natural."
Sabemos, ou deveríamos saber, que as curas de Lourdes e Fátima são
examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e
não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa
transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até
hoje,
1200 curas ocorridas em Lourdes foram consideradas pelos médicos
cientificamente inexplicáveis, todavia a Igreja Católica só declarou
milagrosas 44 delas.
Nos últimos 30 anos, 11 mil médicos passaram por Lourdes. E todos
eles, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem
livre
acesso ao Bureau des Constatatione Medicales. Por conseguinte, uma cura
milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis. Qual é, pois, o
sentido profundo destes milagres no plano de Deus?
Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade
dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé
na
sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, católicos
evangélicos, podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado
destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame?
Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que
um
cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo
fato
de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa?
Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da
Mãe de Deus na Igreja Evangélica? Somente Deus pode permitir que Maria
se
dirija ao mundo, através de aparições. Não nos arriscamos, talvez a
cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não
lhes dando atenção alguma?
Cristãos evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a
opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que
o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira? Não
deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar
para a nossa salvação?
Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de
antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são
apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano
para nós mesmos e para o mundo inteiro. Grande responsabilidade nos toca.
Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao
largo
e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a
existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a
voz de Deus, que fala ao mundo pela mediação de Maria, e dar-lhes as
costas unicamente porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica.
Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais
realidades.
Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe.
Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz
chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que Ele nos
oferece para a nossa salvação.
É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja
Luterana, e para outras comunidades cristãs, examinar tais fatos e tomar
uma posição objetiva. Este dever impõem-se também pelo fato de que a Mãe
de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época
dos livres pensadores da metade do século XVIII. Sufocando no coração
dos
evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados
da
piedade cristã.
No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão
bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta
profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com
intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica tal profecia caiu em tão
grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma.
Lutero honrou Maria até o fim de sua vida; santificava suas festas e
cantava diariamente o Magnificat. Perdeu-se na Igreja Evangélica, em
tempos posteriores à Reforma, todas as festas a Maria e tudo o que nos
trazia sua lembrança. Estamos padecendo as conseqüências dessa herança
de
receio e temor. Entretanto, Lutero nos diz que nunca poderemos exaltar
suficientemente a Mulher que constitui o maior tesouro da Cristandade
depois de Cristo.
É, portanto, um profundo desejo de meu coração poder ajudar agora a
que,
da nossa parte, católicos evangélicos, Maria seja novamente amada e
venerada como a Mãe do Nosso Senhor. E isso corresponde ao testemunho da
Sagrada Escritura e também ao que o reformador protestante Lutero
indicou.
O temor de diminuir a glória de Jesus foi a causa de que as Igrejas
Evangélicas se negassem à Maria a veneração e os louvores devidos.
Entretanto, temos que afirmar que, através da justa veneração que aos
apóstolos e a ela corresponde, multiplica-se a glória e o louvor ao
Senhor, porque foi Ele que a elegeu (e a fez) pela Sua Graça um
instrumento seu. Jesus espera que veneremos Maria e a amemos. Assim nos
diz
a Palavra de Deus e esta é, portanto, a Sua Vontade. E só aqueles que
guardam a Sua Palavra são os que amam verdadeiramente a Jesus.
Fonte: Radio Rainha da Paz
|