Redenção e Salvação:

As gerações de todos os tempos, sem qualquer merecimento, desde o nascimento recebe o "chamado" Divino e é envolvida pela atenção e pelo generoso amor do SENHOR, que lhes infunde vocação para o trabalho a fim de que tenham condições de produzir, construir e governar no âmbito da terra em nome de DEUS, fazendo dela um reino de ambos. Mas recebem ainda do SENHOR outra ajuda extraordinária e preciosa, de valor incalculável, porque necessária e essencial à salvação, qual seja, a reabilitação e justificação de cada criatura perante o CRIADOR, permitindo que as pessoas encontrem a felicidade nesta vida e possam aspirar as delícias do Paraíso. E admiravelmente tudo aconteceu no silêncio da eternidade, gradativamente e sem precipitações. Primeiro o SANTO PAI revelou sua vontade aos Patriarcas e Profetas. Escolheu um povo, o judeu, para ser arauto da verdade e propagador de sua misericórdia. Guiou-o e beneficiou-o ao longo dos séculos, mas também não se esqueceu do resto da humanidade, estendendo seus carinhos e ajuda à todos que procuravam sua proteção. Desde essa época o SENHOR revelou-se bondoso, fiel, cheio de compaixão, justo, zeloso, com personalidade forte e uma santidade exigente, embora as criaturas fossem as mesmas: infiéis, frágeis, inconstantes em seus ideais e repletas de imperfeições. Definiu o Plano de Redenção da humanidade e na plenitude dos tempos enviou-nos o seu próprio FILHO, que pela ação do ESPÍRITO SANTO em Maria Virgem, nasceu JESUS, para felicidade da humanidade e alegria no Céu.

JESUS, o FILHO DE DEUS, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é DEUS como o PAI e o ESPÍRITO SANTO, e por isso, a intensidade de suas ações tem valor infinito, em condições de justificar e remir a humanidade perante o PAI ETERNO. Dessa forma, o ato teândrico do SENHOR morrendo na Cruz, tem força e valor Divino para consolar o Coração misericordioso do SANTO PAI e salvar a humanidade de todas as gerações.

E para que sua Obra ficasse completa, NOSSO SENHOR deixou-nos o seu exemplo maravilhoso de Homem, seus ensinamentos e sua doutrina de amor; instituiu sete preciosidades que são os Sacramentos, para santificação de todas as pessoas; deixou-nos também Maria Santíssima, sua MÃE, para ser a mãe da humanidade, nossa intercessora, advogada e medianeira de todas as causas perante DEUS, além de assumir as culpas de todas as gerações, das que já tinham morrido, daquela de seu tempo e das gerações futuras, e como um pecador desprezível, foi preso, julgado de maneira vergonhosa e ignóbil, e condenado a morte. Submetido a uma terrível e covarde flagelação, silenciosamente recebeu todos os golpes por amor a cada um de nós, sem nada reclamar, como se a brutalidade e violência dos carrascos, fizessem parte da lei de aplicação do castigo. Enfrentou uma dolorosa "Via Crucis" até o Calvário e morreu crucificado entre dois ladrões, num procedimento misterioso e incompreensível ao entendimento humano, mas de mérito incomensurável perante o SANTO PAI CRIADOR. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade derramou o seu precioso e sagrado Sangue no alto de uma Cruz, e no dia da Ressurreição lavou a alma das criaturas de todas as gerações, neutralizando o efeito do Pecado Original e beneficiando a todos, sem exceções, com as graças geradas pelo seu Sangue Redentor, independentemente da vontade e merecimento das pessoas, da cor da pele e do credo que professam. Com seu gesto de amor, JESUS salvou a humanidade de todos os tempos.

Como Palavra Encarnada, ou seja, o "Logos de DEUS" , JESUS revelou-nos o SANTO PAI, delineando os contornos fascinantes da Primeira Pessoa da Santíssima Trindade . Interpôs entre a humanidade e o PAI ETERNO, tornando-se o Mediador por Excelência, o MEDIADOR SUPREMO, diminuindo a distância infinita que separa as criaturas do CRIADOR. A partir de então, todas as súplicas e preces passaram a ter sentido, porque dirigidas a JESUS encontram ressonância, ampliam o valor de persuasão e são encaminhadas por ELE Mesmo, ao Coração Misericordioso e repleto de Bondade do SANTO PAI.

Na prática, a humanidade começa a ser beneficiada pela Obra de JESUS através do Sacramento do Batismo, que é o primeiro sacramento e atua, neutralizando no fiel o efeito negativo do Pecado Original, além de derramar uma quantidade notável de graças Santificantes e graças Sacramentais, recuperando parte dos dons que a natureza humana perdeu na origem. Entretanto, os dons preternaturais (ciência infusa, não sentir dores, não morrer, etc.) , estes, jamais poderão ser recuperados, porque eram prerrogativas muito especiais que se perderam para sempre, por causa do Primeiro Pecado.

Também é importante destacar, que ao longo de sua Vida Pública, JESUS não se preocupou em ficar em evidência e por isso mesmo, não falou sobre a Sua Pessoa, não manifestou uma consciência de Si Mesmo, mas a Sua consciência do SANTO PAI. É assim que apresenta o ETERNO PAI rico em compaixão, que vai à procura da criatura perdida e daqueles que necessitam de ajuda e proteção; um PAI carinhoso de ilimitada bondade para com todos, principalmente com os extraviados, os pecadores, os lesados e miseráveis, da mesma maneira que não se esquece daqueles que são bons, de caráter exemplar, retos de coração, dos sadios e dos bem sucedidos na vida, que buscam seu auxílio e amor.

Resulta destas considerações, que o CRIADOR manifesta a sua natureza mais íntima, revelando-se um PAI bondoso e cheio de complacência, que se compadece e perdoa os seus filhos pecadores que buscam o seu inefável e tão querido refúgio.

Por último, devemos ressaltar que JESUS não acolheu os enjeitados e desprezados, simplesmente por caridade ou por um sentimento filantrópico, mas para evidenciar a Vontade e o domínio do SANTO PAI que ELE sempre anunciou, através dos Sermões, das Curas admiráveis e das Obras de Misericórdia.

 

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