OS SACRAMENTOS

Página Inicial

 

1.         Na nossa caminhada de fé há verdades em que devemos acreditar, que nos são reveladas por Deus, através de seus profetas, por meio de Jesus, dos Apóstolos e da Santa Igreja e que estão resumidas no Credo Apostólico; verdades que nós não só devemos aceitar, mas que nos levam a fazer algo, atitudes necessárias que muitas vezes esbarram no nosso egoísmo humano; mas há ainda as ajudas que Deus nos dá, para podemos crer e agir.

 

2.         Para transmitir a sua graça1, Deus tomou coisas comuns, do nosso mundo, coisas que podemos tocar, saborear, sentir, palavras que podemos ouvir, gestos que podemos entender, e  os fez veículos (canais) de sua graça.

 

3.         Cada sacramento é um sinal sensível e eficaz da graça de Deus, instituído por Jesus Cristo para santificar as nossas almas.

 

4.         Sinal sensível é a parte material (coisas, palavras, gestos) que por si só não transmitem  a graça, já que não há poder humano que possa ligar a graça a um sinal material.

 

5.         Os sacramentos, ainda que não diretamente, foram instituídos por Jesus e discernidos pela Igreja ao longo da história; celebrados dignamente conferem a graça e são eficazes porque neles age o próprio Cristo, ou seja, o sacramento não é realizado por quem o confere ou recebe, mas pelo poder de Deus.

 

1 graça: dom (favor, socorro gratuito) de Deus, sobrenatural e interior, que nos é concedido pelos méritos de Jesus Cristo para nossa salvação; é uma participação  na vida divina. 

   

 

 

 

                                                                *    1 -     Batismo

                                                                *    2 -     Confirmação

                                                                *    3 -     Eucaristia

                                                                *    4 -     Reconciliação

                                                                *    5 -     Unção dos Enfermos

                                                                *    6 -     Ordem

                                                                *    7 -     Matrimônio

 

   

 

 

 

 

OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ

 

Renascemos no Batismo, somos fortalecidos pela Confirmação e sustentados pela Eucaristia.

   

O SACRAMENTO DO BATISMO  

 

Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28,19)

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas que não crer será condenado.” (Mc 16, 15-16)

 

6.         O ser humano nasce privado da graça santificante, ou seja, sem a presença de Deus em sua alma, devido ao primeiro pecado cometido pela humanidade, o chamado pecado original.

 

7.         O pecado original não é uma mancha na alma, mas a ausência de algo que devia estar ali.

 

8.         Pelo sacramento do Batismo somos libertos do pecado original e de qualquer outro pecado antes cometido, e renascemos como filhos de Deus, tornados membros do corpo de Cristo e de sua Igreja.

 

9.         O Batismo não é algo negativo, “apaga o pecado original”, mas perdoa o pecado original e quaisquer outros pecados, se existirem.

 

10.       O Batismo nos transmite a graça santificante, ou seja, o retorno da alma, separada pelo pecado, para Deus, podendo ser recebido apenas uma vez. Cada vez que se recebe outro sacramento, aumenta a capacidade da alma de receber esta graça.

 

11.       O Batismo, a Confirmação e a Ordem conferem uma graça que não pode ser retirada, como um talento (habilidade) que alguém tenha.

 

12.              O rito do Batismo é rico em símbolos e significados:

. a unção no peito com o óleo dos catecúmenos, representa a armadura espiritual (Ef 6,13-16);

. na benção da água, o sacerdote pede que venha sobre a água, o Espírito Santo, relembrando as palavras de Jesus a Nicodemos (Jo 3,5);

. as renúncias e a confissão de fé, feitas pelos pais e padrinhos, não são só para o momento do batismo, mas por toda a vida, servindo de testemunho ao batizando;

. o batismo, é um momento tão importante, que provavelmente é assistido até pelos anjos, onde o batizando, é batizado em nome da Santíssima Trindade, sendo apenas visível a água, símbolo de limpeza e de vida.;

. a vela acesa no círio pascal representa a luz de Cristo, que deve ser alimentada para não apagar, lembrando aos pais e padrinhos o compromisso para toda a vida.

 

13.       Os pais oferecem o seu filho a Deus. Deus devolve-lhes um santo.

 

Obs.: batizar (“baptizein” em grego): mergulhar  

 

Voltar ao Início

 

 

O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO

“Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.” (At 1,8)

“Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.”(At 8, 14-17)

 

14.       Para aquele que renasceu das águas dos Batismo, há a possibilidade do crescimento, há  a possibilidade do aperfeiçoamento.

 

15.       O sacramento da Confirmação nos concede uma graça diferente da graça do Batismo, uma graça que fortalece a nossa alma, que fortalece a nossa fé, incorporando-nos mais firmemente a Cristo e a sua Igreja.

 

16.       Algumas vezes se afirmou que o confirmado se tornava um soldado de Cristo, não no sentido negativo, mas no sentido que o soldado de Cristo luta pela fé e pelo reino de Deus, podendo dizer como São Paulo – “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.” (Fil 1,21), assumindo para si a evangelização, também dizendo como São Paulo  - “Aí de mim, seu eu não anunciar o Evangelho!”. (I Cor 9, 16c)

 

17.       Não se fortalece o confirmado com qualquer coisa, mas pele força do Espírito Santo. (At 1,8)

 

18.       Um primeiro nome usado para o sacramento da Confirmação (Crisma) era “imposição das mãos” e designava o ato de impor a mãos aquele que já fora batizado, orando para que ele recebesse o Espírito Santo. (At 8,14-17)

 

19.       Quem sempre ministrou este sacramento foram os bispos e assim permanece até hoje, a não ser por algumas poucas exceções.

 

20.       O bispo ou pessoa designada por ele após desejar a paz para os confirmandos, impõe as mãos sobre eles e diz: “Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo, fizestes nascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito de ciência e piedade, e enchei-os do espírito do vosso temor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”, ungindo logo em seguida o já confirmado com o óleo do Crisma e dizendo “(Nome), recebe por este sinal, o Dom do Espírito Santo” e o confirmado responde “Amém”.

 

21.       O óleo do crisma, diferentemente do óleo dos catecúmenos é misturado com bálsamo, simbolizando não somente o efeito fortificante mas também o “perfume” que exala todo cristão (II Cor 2,15)

 

22.       Sem o Batismo, não podemos ir para o céu. Sem a Confirmação sim, mas o nosso caminho será mais difícil, já que Deus não pode aumentar o que não está presente.

 

Voltar ao Início

 

   

 

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA

 

23.       A Santa Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã, nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, é o maior dos sacramentos, mesmo sendo o Batismo o sacramento mais necessário, ele nos transmite uma graça, a graça santificante, porém  o sacramento da Eucaristia nos transmite o próprio doador de toda graça.

 

24.       A sua instituição é relatada pelos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e ainda por São Paulo, mas vemos no relato descrito por São João, durante todo o capítulo 6 da sua narrativa evangélica, como Jesus preparou os discípulos para que cressem na sua presença real na Santa Eucaristia.

1-15            (multiplicação dos pães)

16-21         (Jesus caminha sobre ás águas)

22-58          (crer em Jesus, o pão da vida, o pão vivo que desceu dos céus)

60.66-69        (os desistentes, os que não creram)

 

25.       São Paulo foi o primeiro a escrever um relato da instituição da Eucaristia (I Cor 11,29-30)

 

26.       Na Santa Missa, há a consagração do pão e vinho por um sacerdote, repetindo as palavras de Jesus, e mesmo que na aparência e no sabor os sentidos nos digam que ainda são pão e vinho, Jesus está presente nas duas espécies, a este milagre operado pelo Espírito Santo, a igreja chama de transubstanciação.

   

 

Voltar ao Início

 

 

OS SACRAMENTOS DE CURA

 

O SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO  

“Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20, 21b-23)

 

27.       Todo aquele que recuperou nas águas do Batismo a graça santificante, pode separar-se de Deus pela prática de qualquer pecado mortal2.

 

28.       O sacramento da Reconciliação é o sacramento pelo qual um sacerdote, agindo na pessoa de Cristo, perdoa os pecados cometidos depois do batismo, quando o pecador está sinceramente arrependido, e confessa as suas faltas ao sacerdote e se submete a pena que este lhe impõe.

 

29.       Jesus instituiu este sacramento, após ter vencido a morte, conseqüência maior do pecado. “O salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6,23)

 

30.       Também chamado de: sacramento da Penitência, no sentido de arrependimento, dor por ter pecado; sacramento da Confissão, porque a declaração dos pecados ao sacerdote é parte essencial deste sacramento; sacramento da Reconciliação, porque reconcilia o pecador com Deus e com a Igreja, razão pela qual procuramos um ministro da Igreja, para recebermos este sacramento.

 

31.       Para recebermos este sacramento, há cinco condições:

 

1)     o exame de consciência, sem pressa, examinamos nossas atitudes a luz dos mandamentos de Deus e da Igreja

 

2)     A contrição (arrependimento); Deus não perdoa nenhum pecado, se não estamos arrependidos, porém perdoa todos os    pecados, por piores que sejam, se houver um verdadeiro arrependimento.

“Se reconhecemos os nossos pecados, Deus aí está fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.” (I Jo 1,9-10)

 

3)    O firme propósito de não pecar mais; Embora a natureza humana seja pecadora, não podemos desanimar, mesmo que tenhamos cometido o mesmo pecado uma centena de vezes, temos que acreditar que não haverá uma próxima vez.

 

4)    A confissão dos pecados ao sacerdote; Temos vergonha de confessar os pecados ao sacerdote e nem sempre temos vergonha de pecar; lembramos que o sacerdote também é um pecador e nos esquecemos que ele também confessa os seus pecados a outro sacerdote.

5)    A vontade de cumprir a penitência  imposta; Diferentemente do sacramento do Batismo, onde os pecados se existirem são perdoados assim como as suas conseqüências, no sacramento da Reconciliação os pecados também são perdoados, mas ficam as suas conseqüências, por isso, o sacerdote impõe sempre uma penitência, para ajudar na reparação do mal cometido.

 

32.       O sacramento da Reconciliação nos fortifica ante o pecado, é o remédio espiritual que fortalece e a mesmo tempo cura.

 

2 pecado mortal: é todo  pecado que tem por objeto matéria grave, e é que cometido com plena consciência e deliberadamente; a matéria grave é precisada pelos dez mandamentos. CIC 1857 e 1858  

 

Voltar ao Início

 

 

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS  

“Eles partiram e pregaram a penitência. Expeliram numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.” (Mc 6,12-13)

“Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.”(Tg 5,14)

 

33.       O antigo nome deste sacramento, “Extrema-Unção”, começou a ser usado nos fins do século XII. Nos séculos anteriores, era conhecido como “Unção dos Enfermos”, tal como é hoje.

 

34.       Este sacramento é ministrado as pessoas que se encontram em risco de morte, seja por doença, acidente ou por velhice, como também é recomendável antes de cirurgias mais sérias.

 

35.       O fim principal deste sacramento é a saúde espiritual, preparar a alma para morte, se esta chegar. Porém não é raro que também devolva a saúde do corpo.

36.       O recebimento deste sacramento requer que a alma esteja em        estado de graça, ou seja, esteja livre de pecado mortal.  

Voltar ao Início

 

 

 

OS SACRAMENTOS DO SERVIÇO DA COMUNHÃO

 

O SACRAMENTO DA ORDEM  

“Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus altíssimo, mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abrão, dizendo: Bendito seja Abrão pelo Deus altíssimo, que criou o céu e terra.” (Gen 14, 18-19)

“Em verdade, todo pontífice é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.” (Hb 5,1)

“Fazei isto em memória de mim.” (Lc 22,19c)

 

37.       O poder sacerdotal que Jesus conferiu aos apóstolos, continua a ser transmitido, até hoje pelos sucessores dos apóstolos; aquele que recebe este sacramento, integra a ordem (classe, fileira) diaconal, presbiteral ou episcopal e está a serviço de toda a Igreja.

 

38.       Há três graus no sacramento da ordem:

 

Os diáconos, que não recebem o poder sacerdotal, mas um ministério de serviço para auxiliar os presbíteros e os bispos, podendo batizar, pregar a palavra de Deus, distribuir a Santa Comunhão, assistir e abençoar o matrimônio, etc;

 

Os presbíteros (padres), que embora recebam o poder sacerdotal, não o tem em toda a sua plenitude, além dos poderes que o diácono tem, podem ainda celebrar a Santa Eucaristia e perdoar os pecados; 

 

Os bispos, que são os legítimos sucessores dos apóstolos, tem a plenitude do sacramento, podendo ainda confirmar e ordenar, isto é, fazer outros bispos e presbíteros. 

 

39.       Os bispos são os responsáveis por uma diocese (igrejas particulares), e os presbíteros participam do sacerdócio do bispo local, auxiliados pelos diáconos se existirem.  

 

Voltar ao Início

 

                         

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO  

“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto não separe o homem o que Deus uniu.” (Mt 19,5-6)

 

40.       Deus poderia ter escolhido outras formas de povoar a terra, mas escolheu dividir os seres humanos em homens e mulheres e deu-lhes poder de produzirem novas vidas.

 

41.      O ato sexual entre marido e mulher é sagrado, e os filhos são o maior fruto que se pode esperar desta união.

 

42.       O primeiro milagre que Jesus realizou foi em uma festa de casamento, a pedido de sua mãe (Jo 2,1-12).

 

43.       A família corretamente constituída, hoje é duramente atacada. Inverte-se os valores cristãos sobre o matrimônio com o objetivo claro de destruir aquilo que Deus constituiu desde o início da criação.

 

44.       O sacramento do matrimônio é celebrado pelos próprios noivos e abençoado pela Igreja.

 

45.       Aquele que se prepara para o sacerdócio, o faz por vários anos. A preparação para o matrimônio muitas vezes ocorre em poucas semanas.

 

46.       A graça sacramental do matrimônio, aperfeiçoa o amor natural entre marido e mulher, ajudando os esposos a conviverem entre si, como também, confere responsabilidade e generosidade da geração e criação dos filhos.

 

Autor: Ivan Carlos de Oliveira

Grupo de Oração Água Viva

Londrina- PR

Voltar ao Início

Página Inicial